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O
porto onde ancoraram galeões ajoujados com o peso das especiarias
do Oriente, do ouro e da prata da América. As ruas rectilíneas
de uma cidade que nos leva à atmosfera dos séculos
XVII e XVIII. o quadriculado de campos verdes e planos pontilhados
pela silhueta branca das vacas leiteiras. As pinceladas de colorido
vivo, gritante dos "impérios" por entre o casario
branco. Os risos, as piruetas dos rapazes que mostram as suas habilidades
na "tourada à corda". As horas tranquilas de uma
partida de golfe por entre maciços de criptomérias
vindas do Japão. Formas, cores e perfumes do caleidoscópio
turístico da ilha Terceira. Onde o presente se junta ao passado
para férias completas, entusiasmantes.
Angra
do Heroismo, cidade Património Mundial
Exemplo primeiro do urbanismo europeu do séc. XVI em pleno
Atlântico, Angra do Heroismo merece a classificação
de património mundial. Pelas ruas que conservam a arquitectura
de outros tempos. As igrejas, palácios, museus. As poderosas
muralhas da fortaleza que defendeu a cidade e o porto dos ataques
dos corsários.
Depois de apreciar o muito que há
para ver em Angra do Heroismo importa conhecer o centro histórico
da Praia da Vitória. A igreja gótica de São
Sebastião, erguida pelos primeiros povoadores. As casas solarengas,
igrejas e capelas de São Carlos, Fontinha, São Brás
e Lajes. As obras primas de arquitectura popular dos "impérios"
devotados ao culto do Espírito Santo.
Passear, descobrir... e jogar golfe
Terceira não é só história e monumentos.
Tem, também, paisagens verdejantes onde apetece passear.
Serras que desvendam horizontes de campos floridos, de mar e céu.
A curiosa Caldeira de Guilherme Moniz, cratera vulcânica de
15 km de perímetro. As grutas do Algar do Carvão,
com paredes de lava e basalto. Um campo de 18 buracos desafia a
perícia dos golfistas. O mar, rico em peixe, é um
paraíso para os pescadores. Mergulho, "windsurf",
vela são desportos praticados na ilha. E, na falta de praias,
existem ao longo do litoral piscinas construídas por entre
rochedos para um banho refrescante.
Uma
ilha sempre em festa
Terceira, nos meses de Maio a Setembro, é um permanente festival
de cor e tradições seculares, São as Festas
do Espírito Santo com a cerimónia, repetida em todas
as povoações, da coroação do "imperador"
seguidas por bodos onde se come e bebe fartamente. As Festas Sanjoaninas,
com o seu interessante cortejo etnográfico. E, sempre, as
multidões entusiastas que acompanham as peripécias,
tantas vezes humorísticas, da tourada à corda. Festa
significa boa comida. Por isso tem fama a cozinha tradidonal, com
o aroma exótico da alcatra, a morcela, as receitas de polvo.
Os doces são muitos e bons. E a refeição não
fica completa sem o vinho dos Biscoitos, de que um pitoresco museu
recorda a longa crónica de agrado ao paladar.
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